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Domingo de páscoa. Ovos de chocolate, bacalhau,e dá-lhe Domingo Espetacular especial na Record.O assunto: padres católicos pedófilos. Eu e a torcida do Flamengo bem sabemos que a idéia é usar o jornalismo da emissora para "vender" a Igreja Universal do Reino de Deus e pregar contra a igreja Católica.
Mas o pior é que os padres dão carga para o inimigo. Os suspeitos chegam a gravar entrevistas dizendo que pegaram nos pintinhos dos meninos! O programa da emissora do pastor Edir Macedo informou que as denúncias não seguem adiante; que a Igreja Católica não dá importância nem pune. O depoimento do pai de um menino que teria sido molestado por um padre reforça a afirmação. Muitos estão, não apenas soltos mas ainda rezando missas, celebrando casamentos...
O legal nisso tudo é que a Record - claro que por interesse próprio - deu seqüência às investigações feitas pela equipe de Roberto Cabrini, apresentadas em seu primeiro programa de volta ao SBT. A situação é grave. O estrago que esse tipo de crime faz na vida da criança, e de toda a família, pode ser irreversível.
Mas senti falta dos vários casos já noticiados de acusações de pedofilia e até assassinato (como o do menino Lucas Terra, em Salvador) também contra pastores evangélicos.
É triste usar o controle remoto e, em vez de uma alternativa de telenoticiário, assistirmos ao uso do jornalismo como veículo/arma de propaganda "religiosa".
Falta fé e devoção aos ideais do jornalismo. Nas redações da Record, as "estrelas" do jornalismo parecem ter se vendido, e não foi barato. Agora, servem a um novo deus e combatem outros demônios. Canaã é onde pagam mais. E não importa que, para isso, tenham que partir ao meio um mar de crianças e famílias inundadas pela mancha suja da pedofilia, usando o cajado da falta de ética profissional.
Sorte minha que sou ateu, e não tenho que mudar de religião, nem de endereço de fé, a cada esmola que eu receba como pagamento.
Polícia e justiça onde houver pedófilos.
Polícia e justiça onde houver charlatanismo.
Polícia e justiça onde o milagre dos deuses é a multiplicação das cédulas.
Amém.
segunda-feira, abril 05, 2010
LULA NA BAND
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Fraca a entrevista do presidente Lula no Canal Livre, no final da noite deste domingo, na Band.
Perguntaram pouco, ouviram muito. Exceto Bóris Casoy, que apertou o presidente quanto às ameaças obscuras de controle da liberdade de imprensa, o resto foi festa para Lula.
Infelizmente, eu já esperava um tom ameno na entrevista, principalmente pela presença e postura do apresentador de programas sensacionalistas José Luís Datena."Folgado" até mesmo no modo em que se sentou para a gravação, não conseguiu, ou não quis apertar o "amigo" Lula na questão da violência.
De importante, Lula jogou para os empresários e os políticos a responsabilidade pela não aprovação de uma reforma tributária nesses oito anos de mandato. Disse o presidente, “todo mundo é favorável à reforma, mas cada empresário tem a sua reforma, cada político tem a sua.”
Lula chamou Ricardo Boechat (apresentador do Jornal da Band) de preconceituoso ao responder sobre a grande quantidade de viagens que o presidente fez durante o mandato e se pretendia descansar no Brasil depois de deixar o cargo. Lula disse que “aprendeu a lidar com preconceito”, mas que foi em viagens ao exterior que ampliou o número de parceiros internacionais e as exportações brasileiras. Disse ainda que já recebeu mais de 41 títulos de Doutor Honoris Causa em vários países, mas prometeu só viajar para esse tipo de reconhecimento depois que deixar a Presidência da República.
Lula disse que o papel do Brasil não é ser pequeno; é ser grande. Viajar é preciso. Investir fora, ajudar países parceiros e vizinhos também. Citou o exemplo da China, que botou 10 bilhões de dólares nas mãos do governo argentino para ajudar o país a sair da crise. O Brasil não fez nada, porque o Congresso não aprovou.
O presidente também explicou porque teve de comprar um novo avião. O anterior estava velho. A Presidência pagava multa porque o "sucatão" fazia barulho nos aeroportos.
Para o presidente, foram os próprios jornalistas, e não o Governo Federal, que propuseram, por meio da Fenaj, a criação de um órgão (conselho) de controle do exercício da profissão. Afirmou que "só há um tipo de controle da imprensa no Brasil, nas emissoras teelvisão, o telespectador; nas rádios. o ouvinte; e nos jornais, o leitor.”
Lula fechou a entrevista dizendo que o Brasil não vai parar mais.
Fico sempre pensando o preço que o jornalismo da Band paga (com perda de credibilidade, claro), ao manter Datena no ar. Mesmo sabendo que se trata de um dos poucos horários em que o Ibope da emissora paulista (já com imagem manchada como Rede Corinthians de Televisão) sai do traço. Uma pena.
Fraca a entrevista do presidente Lula no Canal Livre, no final da noite deste domingo, na Band.
Perguntaram pouco, ouviram muito. Exceto Bóris Casoy, que apertou o presidente quanto às ameaças obscuras de controle da liberdade de imprensa, o resto foi festa para Lula.
Infelizmente, eu já esperava um tom ameno na entrevista, principalmente pela presença e postura do apresentador de programas sensacionalistas José Luís Datena."Folgado" até mesmo no modo em que se sentou para a gravação, não conseguiu, ou não quis apertar o "amigo" Lula na questão da violência.
De importante, Lula jogou para os empresários e os políticos a responsabilidade pela não aprovação de uma reforma tributária nesses oito anos de mandato. Disse o presidente, “todo mundo é favorável à reforma, mas cada empresário tem a sua reforma, cada político tem a sua.”
Lula chamou Ricardo Boechat (apresentador do Jornal da Band) de preconceituoso ao responder sobre a grande quantidade de viagens que o presidente fez durante o mandato e se pretendia descansar no Brasil depois de deixar o cargo. Lula disse que “aprendeu a lidar com preconceito”, mas que foi em viagens ao exterior que ampliou o número de parceiros internacionais e as exportações brasileiras. Disse ainda que já recebeu mais de 41 títulos de Doutor Honoris Causa em vários países, mas prometeu só viajar para esse tipo de reconhecimento depois que deixar a Presidência da República.
Lula disse que o papel do Brasil não é ser pequeno; é ser grande. Viajar é preciso. Investir fora, ajudar países parceiros e vizinhos também. Citou o exemplo da China, que botou 10 bilhões de dólares nas mãos do governo argentino para ajudar o país a sair da crise. O Brasil não fez nada, porque o Congresso não aprovou.
O presidente também explicou porque teve de comprar um novo avião. O anterior estava velho. A Presidência pagava multa porque o "sucatão" fazia barulho nos aeroportos.
Para o presidente, foram os próprios jornalistas, e não o Governo Federal, que propuseram, por meio da Fenaj, a criação de um órgão (conselho) de controle do exercício da profissão. Afirmou que "só há um tipo de controle da imprensa no Brasil, nas emissoras teelvisão, o telespectador; nas rádios. o ouvinte; e nos jornais, o leitor.”
Lula fechou a entrevista dizendo que o Brasil não vai parar mais.
Fico sempre pensando o preço que o jornalismo da Band paga (com perda de credibilidade, claro), ao manter Datena no ar. Mesmo sabendo que se trata de um dos poucos horários em que o Ibope da emissora paulista (já com imagem manchada como Rede Corinthians de Televisão) sai do traço. Uma pena.
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