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A nova legislatura da Câmara Municipal de Montes Claros completa três meses de trabalho com duas atitudes das mais vergonhosas. A casa do povo fechou duas vezes as portas para o povo. Uma covardia, como tantas outras que acontecem na política nacional, que tem de nos levar a uma reflexão mais clara e objetiva sobre o que é ser político e o que é ser cidadão, e o papel de cada um.
Na terça-feira, 31 de maio, a reunião da Câmara foi suspensa, segundo a direção da casa, por falta de condições de segurança para prosseguimento dos trabalhos. A medida foi tomada depois que o plenário foi "invadido" por estudantes que faziam apitaço cobrando a regulamentação da lei do meio-passe no transporte coletivo. A lei foi aprovada às pressas no redemoinho da campanha eleitoral, no ano passado, e determina passagem de ônibus urbano 50% mais barata para estudantes.
Os jovens teriam invadido a Câmara? Cometeram algum ato de violência? O que a imprensa mostrou foi o barulho dos apitos e um ataque de bolinhas de papel aos vereadores. Se a Câmara é a casa do povo, por que não dar voz à juventude, ainda que supostamente articulada por manipuladores políticos? Por que, em vez de cancelar so trabalhos, os vereadores não decidiram aceitar os acontecimentos e oferecer (se não por gentileza, mas por obrigação mesmo)o microfone da tribuna para os estudantes darem seu recado?
Mas então, aquela juventude só foi útil durante a campanha? Na primeira vez que procuram apoio dos vereadores o que ganham é porta na cara? Não à toa, os estudantes gritaram no plenário - e o município inteiro já questiona - "cadê a oposição?". Que milagre é esse que acontece na Câmara? Um lugar onde não existe diversidade de opiniões, não há discussões. Onde não há discussão, não há democracia. E os primeiros sinais da falta de democracia já foram escancarados: no dia em que a Associação de Surdos marchou para pedir acesso gratuito ao transporte público, como os demais portadores de deficiência, a Câmara estava de portas fechadas. Os vereadores fizeram uma homenagem às mulheres no dia anterior, e tomaram a sessão como trabalho. No dia seguinte: nada de reunião!
Por que políticos correm tanto do povo? Do povo, não correm não. Correm é do cidadão. Fácil explicar: durante a campanha, cidadão vira povo. Povo é massa, na qual os políticos não se incluem. Costumam dizer: "o povo isso; o povo aquilo; é para o bem do povo". Povo não é gente. Povo é porta-voto. Povo é cabo eleitoral... É diretora de escola... E outras pessoas que, não raro, adoram chamar político de doutor, tirar foto ao lado do "doutor", para ver se consegue melhoria pessoal. Gente que trabalha na eleição e não recebe mais que um pão com mortadela. De olho na vaguinha. De olho na nomeação. Esse povo também alimenta a espécie de político mais comum no mundo, que é essa que estampa diariamente o noticiário na internet, nas rádios, nas tv´s e jornais impressos. Gente que mexe com castelos; com obras inacabadas; prefeitos que têm processos arquivados por juízes camaradas; políicos que pagam por notícias mentirosas preparadas por jornalistas sem ética, etc.
Se você não sabia, guarde para nunca mais esquecer: político gosta de povo, mas morre de medo do cidadão. Quem vota é o povo. Quem fiscaliza e cobra é o cidadão. Por isso, vereador caga de medo quando cidadão ocupa plenário (não defendo ocupação violenta e com vandalismo). Mas plenário é do cidadão. NINGUÉM tem o direito de tomar dele a cadeira. É o povo, o cidadão, quem elege essa gente. Está na hora de a gente acordar: vereador, prefeito, deputado, presidente, governador. Todos eles são nossos empregados. Servidores! Merecem respeito, sim, mas como qualquer outro cidadão. Não é por ser autoridade. Ninguém é mais autoridade que o cidadão honesto. Mas o servidor tem que nos prestar contas. Do vereador ao presidente da República. Essa gente é paga com o dinheiro do cidadão.
E cá pra nós, quantos políticos verdadeiramente são políticos? Os que têm mandato? Nem todos. Sabe quem faz é político de verdade - e de honestidade? Vamos citas uns exemplos: Padre Henrique, que vive trabalhando para ajudar os mais necessitados; Cida, uma anônima que recolhe e dá assistência a animais abandonados e maltratados; é Aroldo Pereira, que batalha há décadas pela poesia; é o delegado Saulo Nogueira, que é um caso raro de integridade e luta pela segurança pública. Essa gente sim faz política. Existem muitos outros nas mais diversas áreas. Poucos se candidatam. Temem - e com razão - ver seus nomes misturados à mesma lama de porcos que bem conhecemos. Ser político é trabalhar por um rua melhor, por um bairro melhor, por uma vida melhor para si e para os outros.
Ser político não é legislar em causa própria. Não é receber trocados para se aliar ou ser contra outros politicos. Ser político não é passar quatro anos se dedicando a mudar nome de ruas e praças e votar homenagens para amigos e gente que possa lhe render benefícios pessoais. Também não adianta praticar a boa política, conquistar um mandato e mudar o rumo da sua trajetória. É preciso se respeitar e manter-se fiel aos princípios da ética e da cidadania.
Não defendo aqui uma oposição barata, também tão vendida quanto os que se entregam a quem está no poder. Mas oposição no sentido de opinião própria e que leve em conta o bem-estar da população. Essa legislatura que tem, sim, políticos de boa origem: Valcir, que vem da luta pelos direitos dos deficientes, e outros novatos como um pastor que batalha para livrar jovens do mundo das drogas. Justamente desses políticos se espera uma atitude corajosa e livre! É neles que a população confia e espera que a Câmara Municipal deixe de ser uma escolinha do professor Raimundo - que ao contrário da original, não tem graça nenhuma - e volte a merecer o respeito do cidadão.
Atenção senhores vereadores: Câmara não é apenas para legislar, mas para fiscalizar o poder público. E fiquem atentos. A verdadeira imprensa vai fazer o que muitos não fazem: vamos cobrar e fiscalizar. A essa missão a imprensa não pode fechar as portas.
quarta-feira, abril 01, 2009
quarta-feira, janeiro 28, 2009
O verbo sem princípios - ortografia e informação
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Pensei em esbravejar contra a reforma ortográfica. Mas que nada. Pra quê? De que adianta ser contra, se uma turma de manda-chuvas da língua já decidiu executar o trema, ferir o hifen e criar um apartheid entre acentos?! De que adianta ser contra ou a favor, quando a gramática é simplesmente esquartejada em "textos" inventados por homens-bomba do ensino fundamental ao superior?
Eu devo ser um extraterrestre. Não escrevo bem. Tenho apenas um texto funcional diante das exigências da minha profissão, o jornalismo. Mas tenho minhas teorias sobre a nossa língua. Um bom exemplo é que não concordo em hipótese alguma com a escrita e a pronúncia da palavra "recorde", como insiste a maioria dos gramáticos e uma parte jurássica da imprensa brasileira. Se a palavra original "record" vem do inglês se diz "récord", porque então abrasileirar mudando a sílaba tônica? É óbvio e lógico que a forma correta deveria ser "récorde", assim proparoxítona e com o devido acento, como manda a forma original.
Sou contra o sepultamento do trema. Será que a criança é obrigada a saber, sem um sinal indicativo, que o U deve ou não ser flexionado ao pronunciar palavras como "lingüística" e "aqüífero"? E a velha mania dos exibicionistas - não raros socialites - em usar a inexistente palavra "qüestão"? Se já falavam de forma errada sem a palavra ter trema, podem agora ensinar aos filhos e aos futuros colunistas sociais que o assunto virou "qüestão" fechada. Haja paciência! Mas é inegável que muitos dos leitores das colunas desses promotores de festas passarão a ter menos motivos para se horrorizar. Alguns acentos, que eles sequer sabiam que existiam, caíram de vez! Agora é só aguardar a próxima reforma: a que vai exterminar a concordância verbal. "Eles vai comemorar dimais."
Não sou radical quanto a mudanças na língua portuguesa. Sou defensor e admirador da imensurável riqueza cultural que a falta de competência dos nossos governantes acabou gerando por todo o país. O brasileiro sabe aceitar seus dialetos porque ri da sua própria ignorância. É bonito e emocionante ver o jeito de falar do homem do campo; a forma como ele conta casos, inventa e reinventa palavras. Mas é triste quando se pensa que tudo isso é resultado, como quase tudo nesse país, da roubalheira dos maus políticos. Dinheiro que era para dar saúde e educação ao povo da roça foi e é até hoje aplicado em mansões, carrões, aviões, mulherões, e outros "ões" que jamais vão parar nas prisões.
Daí a gente pensa: para que então essas regras e essas mudanças nas regras? O que muda para Seu Adão que planta chuchu na Lagoinha? Ele mal sabe escrever o nome. O que muda para muitos dos nossos advogados e políticos, cuja maioria não sabe ler e por isso mal consegue se expressar? Como explicar isso para muitos dos recém-formados nas mais diversas áreas profissionais e, tristemente em cursos como Jornalismo, Direito, Medicina e até Letras! Sim, tem professores de português que decoraram o que é anacoluto, mas mal sabem interpretar uma notícia de jornal.
Que diferença faz para o leitor/telespectador que é testemunha de tantos erros diários na nossa imprensa? A começar pelos nomes dos nossos órgãos de comunicação, e passando por eslogans que assombram até as correntes arrastadas pelo já combalido esqueleto do nosso ofício. A Gazeta norte-mineira sem hifen. O Jornal é de notícias (como no original de Portugal)! O Norte estampa que escreve o que o leitor gostaria de dizer. Bom, não é bem assim que deveria funcionar a imprensa. Até a Academia Montes-clarense de Letras engole o hifen! Assim não dá.
Se formos buscar a origem do problema vamos parar na frase que abre a primeira página da criação, como diriam os crentes: no princípio era o verbo. E era mesmo o verbo. Ponto. A culpa é do verbo. A culpa é dos portugueses. A culpa pode ser até do Ruivo Hering! Mas e então? Nós, da imprensa, vamos escrever mal até quando? Até quando acreditarem que é porque somos mal pagos? Que o motivo é que atrasaram nosso pagamento? Erramos tanto e nem percebemos o tamanho e a gravidade do uso indiscriminado e desconexo das palavras por culpa da própria ignorância dos nossos patrões que não sabem o que seja FATO, INFORMAÇÃO e NOTÍCIA? A responsabilidade será então dos nossos professores de português? Então, não somos nós os culpados por escarrar na língua portuguesa a cada frase que vomitamos naquele papel branco, que exige quantidade sem tempo, sem grana, sem revisão, sem discussão, sem questionamento, sem EDIÇÃO?!
Como explicar a um jornalista iniciante, recém-formado ou àqueles veteranos cheios de vícios inerentes ao meio o que seria o tratamento da informação, por meio de uso de palavras que dêem o peso adequado à notícia, quando mal sabem o básico? Vivem trocando "ss" por "ç" ou "a" por "há"? Ou quando erram de forma espantosa a concordância com o plural? Como então explicar que não basta ser ético no caráter quando não se tem o domínio básico da língua portuguesa para expressar esse cuidado ético?
Meus amigos, não se trata aqui de bancar o sabichão. Estou apenas demonstrando, a cada artigo, que nós jornalistas somos sim co-responsáveis pelo atraso econômico, social e político que transforma a nossa amada Montes Claros numa das mais feias e desinteressantes cidades de porte médio do país. Que cidade da arte e da cultura que nada. Basta ver a cada Festa de Agosto ou do Pequi, o amadorismo, a falta de recursos e o descaso com as pessoas humildes que mantêm vivas as tradições do folclore regional, e que se vêem forçadas a desfilar com roupas, calçados e enfeites improvisados. Uma cidade sem teatro. Uma cidade que não valoriza o salão nacional de poesias Psiu Poético. Uma cidade sem festivais de música. Sem praças bem cuidadas. Tudo isso é nossa culpa sim! Em vez de babar ovo ou perseguir políticos, deveríamos estar ocupados em dar informação à população para que ela tenha ferramentas para lutar por seus direitos. Lutar por cidadania.
Em vez de dar força à formação do cidadão, estimulamos a bajulação de autoridades. As colunas cuidam mais de afagos a parentes e amigos do que a informação. Um lugar onde a imprensa é apagada é um lugar estagnado. Uma cidade onde a imprensa é negligente e avessa à notícia e ao profissionalismo no trato da informação é uma cidade condenada ao retrocesso. Então, diante desse mal maior que é o domínio da imprensa por políticos e profissionais que mal sabem o que é informação, ética e cidadania, de que adianta debater a queda de acentos e tremas?
Ainda há tempo para mudança e evolução. Se no princípio era o verbo, que tal usarmos o verbo para expressar e preservar nossos princípios?
Pensei em esbravejar contra a reforma ortográfica. Mas que nada. Pra quê? De que adianta ser contra, se uma turma de manda-chuvas da língua já decidiu executar o trema, ferir o hifen e criar um apartheid entre acentos?! De que adianta ser contra ou a favor, quando a gramática é simplesmente esquartejada em "textos" inventados por homens-bomba do ensino fundamental ao superior?
Eu devo ser um extraterrestre. Não escrevo bem. Tenho apenas um texto funcional diante das exigências da minha profissão, o jornalismo. Mas tenho minhas teorias sobre a nossa língua. Um bom exemplo é que não concordo em hipótese alguma com a escrita e a pronúncia da palavra "recorde", como insiste a maioria dos gramáticos e uma parte jurássica da imprensa brasileira. Se a palavra original "record" vem do inglês se diz "récord", porque então abrasileirar mudando a sílaba tônica? É óbvio e lógico que a forma correta deveria ser "récorde", assim proparoxítona e com o devido acento, como manda a forma original.
Sou contra o sepultamento do trema. Será que a criança é obrigada a saber, sem um sinal indicativo, que o U deve ou não ser flexionado ao pronunciar palavras como "lingüística" e "aqüífero"? E a velha mania dos exibicionistas - não raros socialites - em usar a inexistente palavra "qüestão"? Se já falavam de forma errada sem a palavra ter trema, podem agora ensinar aos filhos e aos futuros colunistas sociais que o assunto virou "qüestão" fechada. Haja paciência! Mas é inegável que muitos dos leitores das colunas desses promotores de festas passarão a ter menos motivos para se horrorizar. Alguns acentos, que eles sequer sabiam que existiam, caíram de vez! Agora é só aguardar a próxima reforma: a que vai exterminar a concordância verbal. "Eles vai comemorar dimais."
Não sou radical quanto a mudanças na língua portuguesa. Sou defensor e admirador da imensurável riqueza cultural que a falta de competência dos nossos governantes acabou gerando por todo o país. O brasileiro sabe aceitar seus dialetos porque ri da sua própria ignorância. É bonito e emocionante ver o jeito de falar do homem do campo; a forma como ele conta casos, inventa e reinventa palavras. Mas é triste quando se pensa que tudo isso é resultado, como quase tudo nesse país, da roubalheira dos maus políticos. Dinheiro que era para dar saúde e educação ao povo da roça foi e é até hoje aplicado em mansões, carrões, aviões, mulherões, e outros "ões" que jamais vão parar nas prisões.
Daí a gente pensa: para que então essas regras e essas mudanças nas regras? O que muda para Seu Adão que planta chuchu na Lagoinha? Ele mal sabe escrever o nome. O que muda para muitos dos nossos advogados e políticos, cuja maioria não sabe ler e por isso mal consegue se expressar? Como explicar isso para muitos dos recém-formados nas mais diversas áreas profissionais e, tristemente em cursos como Jornalismo, Direito, Medicina e até Letras! Sim, tem professores de português que decoraram o que é anacoluto, mas mal sabem interpretar uma notícia de jornal.
Que diferença faz para o leitor/telespectador que é testemunha de tantos erros diários na nossa imprensa? A começar pelos nomes dos nossos órgãos de comunicação, e passando por eslogans que assombram até as correntes arrastadas pelo já combalido esqueleto do nosso ofício. A Gazeta norte-mineira sem hifen. O Jornal é de notícias (como no original de Portugal)! O Norte estampa que escreve o que o leitor gostaria de dizer. Bom, não é bem assim que deveria funcionar a imprensa. Até a Academia Montes-clarense de Letras engole o hifen! Assim não dá.
Se formos buscar a origem do problema vamos parar na frase que abre a primeira página da criação, como diriam os crentes: no princípio era o verbo. E era mesmo o verbo. Ponto. A culpa é do verbo. A culpa é dos portugueses. A culpa pode ser até do Ruivo Hering! Mas e então? Nós, da imprensa, vamos escrever mal até quando? Até quando acreditarem que é porque somos mal pagos? Que o motivo é que atrasaram nosso pagamento? Erramos tanto e nem percebemos o tamanho e a gravidade do uso indiscriminado e desconexo das palavras por culpa da própria ignorância dos nossos patrões que não sabem o que seja FATO, INFORMAÇÃO e NOTÍCIA? A responsabilidade será então dos nossos professores de português? Então, não somos nós os culpados por escarrar na língua portuguesa a cada frase que vomitamos naquele papel branco, que exige quantidade sem tempo, sem grana, sem revisão, sem discussão, sem questionamento, sem EDIÇÃO?!
Como explicar a um jornalista iniciante, recém-formado ou àqueles veteranos cheios de vícios inerentes ao meio o que seria o tratamento da informação, por meio de uso de palavras que dêem o peso adequado à notícia, quando mal sabem o básico? Vivem trocando "ss" por "ç" ou "a" por "há"? Ou quando erram de forma espantosa a concordância com o plural? Como então explicar que não basta ser ético no caráter quando não se tem o domínio básico da língua portuguesa para expressar esse cuidado ético?
Meus amigos, não se trata aqui de bancar o sabichão. Estou apenas demonstrando, a cada artigo, que nós jornalistas somos sim co-responsáveis pelo atraso econômico, social e político que transforma a nossa amada Montes Claros numa das mais feias e desinteressantes cidades de porte médio do país. Que cidade da arte e da cultura que nada. Basta ver a cada Festa de Agosto ou do Pequi, o amadorismo, a falta de recursos e o descaso com as pessoas humildes que mantêm vivas as tradições do folclore regional, e que se vêem forçadas a desfilar com roupas, calçados e enfeites improvisados. Uma cidade sem teatro. Uma cidade que não valoriza o salão nacional de poesias Psiu Poético. Uma cidade sem festivais de música. Sem praças bem cuidadas. Tudo isso é nossa culpa sim! Em vez de babar ovo ou perseguir políticos, deveríamos estar ocupados em dar informação à população para que ela tenha ferramentas para lutar por seus direitos. Lutar por cidadania.
Em vez de dar força à formação do cidadão, estimulamos a bajulação de autoridades. As colunas cuidam mais de afagos a parentes e amigos do que a informação. Um lugar onde a imprensa é apagada é um lugar estagnado. Uma cidade onde a imprensa é negligente e avessa à notícia e ao profissionalismo no trato da informação é uma cidade condenada ao retrocesso. Então, diante desse mal maior que é o domínio da imprensa por políticos e profissionais que mal sabem o que é informação, ética e cidadania, de que adianta debater a queda de acentos e tremas?
Ainda há tempo para mudança e evolução. Se no princípio era o verbo, que tal usarmos o verbo para expressar e preservar nossos princípios?
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