A bola estufa a rede e não é gol. O jogador quebra a perna do adversário e o jogo segue. Nem falta, nem cartão; muito menos expulsão. A vítima da violência recebe cartão vermelho. A falta não existe, mas é pênalti e gol! A falta é clara na grande área, mas é ignorada. É a materialização da teoria do antijogo.
A Copa da África do Sul entra para a história com o pior time de todos os tempos. A seleção de árbitros da Fifa. Em quase todos os jogos, os pernas-de-pau não cometeram somente aquelas falhas comuns que costumam nos deixar irritados, como nos jogos do Brasileirão. Eles foram além. Foram erros absurdos. Do gol anulado que quase tirou os Estados Unidos da Copa na primeira fase, passando pela expulsão de Kaká, até a bola da Inglaterra que não apenas entrou, mas morou debaixo da rede alemã. Tem ainda os erros fatais que interferiram no placar de Espanha x Paraguai.
A arbitragem desta Copa é uma vergonha mundial para a Fifa. E ainda querem que os jogadores mantenham a calma dentro de campo. As reações poderiam ser bem piores. Os resultados dos jogos, os cruzamentos de oitavas e quartas poderiam ter sido diferentes. E o caminho até a Taça Fifa teria, quem sabe, outros protagonistas.
Quem sabe times estranhos como a Holanda teriam ficado em seus devidos lugares. Assistindo futebol pela tv.
terça-feira, julho 06, 2010
quarta-feira, junho 23, 2010
GLOBO E BAND NA COPA
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Estou de volta, depois de uma longa e preguiçosa ausência. E para variar, vou falar um pouco sobre a cobertura da imprensa na Copa da África.
1- Na Globo, os narradores Kleber Machado e Rogério Correia mantêm a tradição como os piores da emissora. Claro, Kleber segue imbatível. Sempre atrasado, sempre errado; machucando menos a língua portuguesa mas, como ele mesmo inventou, filosofando "uma grandeza" de idiotices. Luís Roberto é o mais promissor de todos. Seguro, econômico na narração, e sempre abrindo prontamente o espaço para comentaristas, é o mais provável sucessor de Galvão. Muito cheio de si durante a narração, Galvão Bueno é, disparado, o melhor, mais preparado e competente narrador. Mala sem alça, mas imbatível. Quem estuda e melhora a narração e consegue ser o melhor em todos os esportes, tem sim a maior rejeição, mas ainda segura o Ibope como nenhum outro. Legal o uso descontraído do Thiago Leifert, como âncora. Depois do sucesso na Sportv e no Globo Esporte, Leifert consegue quebrar o gelo sem cair na zona da desinformação como faz a turma da Band.
2- Ah, a Band! Uma emissora marcada por um telejornal fundamental, paradoxalmente, mantém no esporte uma velha tradição de desleixo. Luciano do Valle, com sua voz climática que esquenta qualquer narração, piora a cada jogo. Troca nomes de todos os jogadores. Raramente consegue acertar os autores dos gols! Nivaldo Prieto, com sua voz ainda metalizada pelas ondas do rádio, não consegue pronunciar corretamente a palavra-chave do futebol. Reparem que quando a jabulane balança a rede, ele berra: "dêêêêêêêêêêêoooolllllll". Uma fono urgente. Téo José tenta rasgar demais as pregas vocais nos momentos mais agitados, mas é hoje o melhor da emissora.
Quanto aos comentaristas, a Band segue a tendência de contratar semi-analfabetos polêmicos. Depois de Neto, filhote esbravejador da dupla boa de grito e péssima em informação Milton Neves-Datena, escalou Edmundo para a Copa. Acho que é desnecessário comentar aqui o desastre que tem sido. É de dar pena. E ainda na Band uma série de programas que falam a mesma coisa, usam as mesmas figuras bizarras (Renata Fan, Datena, Milton Neves, e cia.), as mesmas reportagens (repórteres de nível colegial até na narração, como um tal de Henry Karam), e o mesmo blá-blá-blá. Vampeta e Denílson falando até palavrões ao vivo! Baixaria é pouco.
Legal nas transmissões dos jogos na Band é que eles não conseguem abafar a zoeira das vuvuzelas e, sem querer, acabam trazendo um clima mais emocionante a quem está em casa.
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Estou de volta, depois de uma longa e preguiçosa ausência. E para variar, vou falar um pouco sobre a cobertura da imprensa na Copa da África.
1- Na Globo, os narradores Kleber Machado e Rogério Correia mantêm a tradição como os piores da emissora. Claro, Kleber segue imbatível. Sempre atrasado, sempre errado; machucando menos a língua portuguesa mas, como ele mesmo inventou, filosofando "uma grandeza" de idiotices. Luís Roberto é o mais promissor de todos. Seguro, econômico na narração, e sempre abrindo prontamente o espaço para comentaristas, é o mais provável sucessor de Galvão. Muito cheio de si durante a narração, Galvão Bueno é, disparado, o melhor, mais preparado e competente narrador. Mala sem alça, mas imbatível. Quem estuda e melhora a narração e consegue ser o melhor em todos os esportes, tem sim a maior rejeição, mas ainda segura o Ibope como nenhum outro. Legal o uso descontraído do Thiago Leifert, como âncora. Depois do sucesso na Sportv e no Globo Esporte, Leifert consegue quebrar o gelo sem cair na zona da desinformação como faz a turma da Band.
2- Ah, a Band! Uma emissora marcada por um telejornal fundamental, paradoxalmente, mantém no esporte uma velha tradição de desleixo. Luciano do Valle, com sua voz climática que esquenta qualquer narração, piora a cada jogo. Troca nomes de todos os jogadores. Raramente consegue acertar os autores dos gols! Nivaldo Prieto, com sua voz ainda metalizada pelas ondas do rádio, não consegue pronunciar corretamente a palavra-chave do futebol. Reparem que quando a jabulane balança a rede, ele berra: "dêêêêêêêêêêêoooolllllll". Uma fono urgente. Téo José tenta rasgar demais as pregas vocais nos momentos mais agitados, mas é hoje o melhor da emissora.
Quanto aos comentaristas, a Band segue a tendência de contratar semi-analfabetos polêmicos. Depois de Neto, filhote esbravejador da dupla boa de grito e péssima em informação Milton Neves-Datena, escalou Edmundo para a Copa. Acho que é desnecessário comentar aqui o desastre que tem sido. É de dar pena. E ainda na Band uma série de programas que falam a mesma coisa, usam as mesmas figuras bizarras (Renata Fan, Datena, Milton Neves, e cia.), as mesmas reportagens (repórteres de nível colegial até na narração, como um tal de Henry Karam), e o mesmo blá-blá-blá. Vampeta e Denílson falando até palavrões ao vivo! Baixaria é pouco.
Legal nas transmissões dos jogos na Band é que eles não conseguem abafar a zoeira das vuvuzelas e, sem querer, acabam trazendo um clima mais emocionante a quem está em casa.
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